Notícia

20/09/2017

1º ano do PROSOLO

A integração das instituições que representam o agronegócio
foi fundamental para o sucesso do Programa Integrado
de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo).
Em cerimônia no dia 4 de setembro, para marcar
um ano de existência do programa, o governador Beto
Richa destacou a importância do Prosolo, que foi criado
com o apoio do Sistema FAEP/SENAR-PR, para a volta
das boas práticas agrícolas.
“A terra, ao lado da água, são nossos bens mais valiosos,
por isso temos que ter a preocupação de protegê-los
para que o Estado se desenvolva de maneira sustentável
e as pessoas tenham bem-estar”, disse Richa.
O evento no Palácio Iguaçu, em Curitiba, reuniu lideranças
rurais de todas as regiões do Paraná. Presente
na cerimônia, o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR,
Ágide Meneguette, lembrou que a semente do programa
foi plantada há 18 meses, durante uma conversa com
o governador do Estado, na qual o dirigente da Federação
apresentou um balanço dos estragos que as fortes
chuvas de 2015 e 2016 provocaram no meio rural. Meneguette
lembra que era preciso retomar as práticas conservacionistas,
mas não era justo punir os produtores por
um evento causado pela natureza.
A estruturação do programa ocorreu de forma ágil. No
ato de assinatura do decreto já havia duas turmas em andamento
(em um total de 50 técnicos) do curso Manejo de
Solo e Água em Propriedades Rurais e Microbacias Hidrográficas,
oferecido pelo SENAR-PR. “Esse é um trabalho
que hoje colhemos os primeiros frutos”, afirmou Meneguette,
se referindo aos profissionais formados nestas pri-
CONSERVAÇÃO
Bens valiosos
Durante evento, que marcou um ano de criação
do Prosolo, governador Beto Richa destacou a
importância do programa para as boas práticas
agrícolas para a proteção do solo e da água no Estado
Por André Amorim
Assista o vídeo desta reportagem no nosso site
www.sistemafaep.org.br
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11/09/17 a 17/09/17 5
meiras turmas. Atualmente, existem cerca de 500 alunos
em curso, que, depois de certificados, irão auxiliar os produtores
a retomarem as boas práticas agrícolas no Estado.
Segundo o presidente da FAEP, esse novo formato de
desenvolvimento, em que há o envolvimento conjunto
dos setores público e privado, vem apresentando bons
resultados. “Os produtores estão fazendo a sua parte,
consertando o que as chuvas estragaram, e o governo
acompanha de perto para incentivar as melhores ações”,
disse Meneguette.
Para o governador Beto Richa, a chave para o desenvolvimento
deste trabalho também está na integração das
entidades públicas e dos representantes do agronegócio.
“O trabalho integrado é responsável pela otimização das
ações, racionalização de recursos públicos e a efetivação
dos resultados”, afirmou Richa.
Objetivo
Criado no dia 29 de agosto de 2016, por meio do Decreto
Estadual nº 4.966, o Prosolo tem como objetivo
conscientizar o produtor rural paranaense para a necessidade
de retomar as boas práticas agrícolas, como o
plantio direto, adoção de curvas de nível, terraceamento
e outras técnicas que já fizeram do Estado uma referência
em conservação de solo e água, mas que andam meio
esquecidas por boa parte dos produtores.
“Tratar o solo com carinho faz parte do nosso jeito de
ser. (...) se existe alguém que sabe como fazer processos
[de conservação] decentes é o agricultor paranaense”,
destacou o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento,
Norberto Ortigara, durante o evento. Segundo
ele, hoje o programa está em uma nova fase, na qual os
produtores partiram para os processos de recuperação.
“Temos um conjunto harmonioso de práticas que nos
permite sonhar com uma agricultura de alto desempenho”,
afirmou.
O programa reúne 22 instituições parceiras, entre
órgãos públicos e privados, como o Sistema FAEP/
SENAR-PR. Este atua em várias frentes do Prosolo,
como a formação de profissionais que irão auxiliar os
produtores do Estado a elaborar planos de conservação
nas propriedades, e também apoiando financeiramente
a pesquisa científica aplicada.
Pesquisa para conservar
Durante o ato foi assinado o plano de aplicação financeira
para a Rede Paranaense de Agropesquisa e
Formação Aplicada, que envolve 19 instituições, entre
universidades (públicas e privadas) e centros de pesquisa.
A busca de novas técnicas e tecnologias é um
dos pilares do Prosolo. Para fomentar o desenvolvimento
de trabalhos, que busquem soluções para o manejo
e conservação de solos no Estado, foi realizada em fevereiro
deste ano uma chamada pública para atrair projetos
de pesquisa.
Dos 40 projetos apresentados, 35 foram aprovados.
Eles terão quatro anos para executar as pesquisas. Os
recursos disponibilizados para essa finalidade somam
R$ 12 milhões, sendo R$ 6 milhões repassados pelo
SENAR-PR, R$ 4 milhões via Secretaria Estadual da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e R$ 2 milhões
da Fundação Araucária.
Ágide Meneguette discursa durante solenidade de um ano do Prosolo
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Assinaram o plano Ágide Meneguette, o superintendente
do SENAR-PR, Humberto Malucelli Neto, o
secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
em exercício, Décio Sperandio, o presidente da
Fundação Araucária, Paulo Roberto Brofman, e o diretor
de Administração e Finanças da entidade, José Carlos
Gehr. De acordo com Malucelli Neto, a participação do
SENAR-PR neste processo é estratégica, uma vez que
as pesquisas contempladas na chamada pública poderão
balizar a construção de novos cursos e a atualização
de outros já existentes. “Boa parte das tecnologias
empregadas hoje merece revisão”, afirmou Malucelli.
Estiveram presentes na solenidade de um ano do
Prosolo a secretária estadual da Família e Desenvolvimento
Social, Fernanda Richa; o secretário estadual
de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antonio Carlos
Bonetti; o o diretor administrativo do Banco Regional de
Desenvolvimento (BRDE), Orlando Pessuti; o presidente
da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de
Assis Chateubriand, Marcel Micheletto; o presidente da
Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Paraná
(Fetaep), Ademir Muller; o presidente da Organização
das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto
Ricken; o presidente do Instituto Ambiental do Paraná
(IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto; o diretor do Serviço
Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho; e os deputados
estaduais Márcio Nunes, Paulo Litro e Fernando
Scanavaca.
Proteção no campo, água na cidade
Além de marcar um ano do Prosolo, a solenidade realizada
no Palácio Iguaçu no dia 4 de setembro também
contou com o lançamento do subprograma Moringa Cheia,
da Sanepar. O objetivo é recuperar rios e nascentes, principalmente
por meio de ações de conservação praticadas
por produtores rurais.
Para garantir que o abastecimento de água à população
não seja comprometido, é preciso preservar esse recurso
natural onde ele nasce. “O Moringa Cheia quer assegurar
que as águas que abastecem as fontes de captação
da Sanepar sejam infiltradas [no solo], portanto limpas e
duradouras, ao invés das águas de enxurrada, que comprometem
e elevam os custos de tratamento”, afirmou o
presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche.
O trabalho desempenhado nas lavouras e áreas rurais
tem reflexo direto na qualidade e na quantidade de água
disponível para o consumo humano. Desta forma, o programa
da Sanepar tem uma ligação profunda com o Prosolo,
que prega a retomada das boas práticas agrícolas de
solo e água. “Se não cuidarmos das nascentes dos rios,
não teremos água para beber nas cidades”, alertou Chaowiche.
Segundo ele, trata-se de um trabalho preventivo.
Até 2022 pretende-se recuperar áreas de proteção permanente
em diversas bacias hidrográficas do Paraná.
“Os produtores estão fazendo a sua parte,
consertando o que as chuvas estragaram,
e o governo acompanha de perto para
incentivar as melhores ações”
Ágide Meneguette,
presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR
“A terra, ao lado da água, são nossos bens
mais valiosos, por isso temos que ter a
preocupação de protegê-los para que o Estado
se desenvolva de maneira sustentável”
Beto Richa,
governador do Paraná

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